Nicho ecologico

Constituído por nove torrões vulcânicos dispersos no meio do Atlântico Norte, distando cerca de 1.500 Km da costa ocidental europeia e a aproximadamente 3.900 Km do continente norte americano, o Arquipélago dos Açores estende-se por uma faixa, orientada no sentido Sudeste-Noroeste e enquadrada pelos meridianos 25º-31º 15’ de longitude Oeste e pelos paralelos 36º 55-39º 45’ de latitude Norte.

Considerados a fronteira ocidental da CEE, os Açores ocupam uma área total de 2.333 Km2 albergando uma população residente à volta dos 237.000 habitantes e, dada ao seu carater geográfico disperso nomeadamente das ilhas que contêm, abrange uma Zona Económica Exclusiva de aproximadamente de 940.000 Km2. O Arquipelago é constituído, por três grandes áreas com ilhas (Grupo Oriental, Central e Ocidental), estando os nossos serviços circunscritos ao triângulo Faial/ Pico/ S.Jorge no Grupo Central.

O Arquipélago apresenta uma área marítima aproximada de 1 000 000 km2, muito superior à área terrestre. Naturalmente a história e cultura das “suas gentes” abraça os mares que circundam as ilhas. Nada melhor que um passeio para entender mais das relações e sinergias existentes terra-mar. Preenchido com um renovado sentido de liberdade que só o mar na sua plenitude pode oferecer. Sem preocupações venha desfrutar de uns belos momentos no nosso mar fazendo algo de original e único.

O clima dos Açores é bastante incerto, podendo obter as 4 estações em um dia num determinado local, ou então condições climatéricas completamente opostas em zonas relativamente próximas. O clima é considerado do tipo mesotérmico (clima subtropical húmido) húmido com características oceânicas, não deixando, em comparação com outras regiões situadas às mesmas latitudes, apresentar temperaturas mais amenas.

A Região situa-se na zona de transição entre as massas de ar quentes e húmidas com origem subtropical e as massas de ar com características mais frescas e secas de proveniência subpolar, estando depende necessariamente da posição do arquipélago no contexto da circulação atmosférica e oceânica do Atlântico Norte (anticiclone dos Açores).

O seu “isolamento” no meio do Oceano, expõem cada “pedaço de terra” a qualquer pequena caraterística climatérica que ocorra, proporcionando que cada ilha apresente diversas particularidades, alicerçado a uma fisionomia muito especifica, composta por arribas e encostas mais ou menos expostas à erosão, ventos, exposição solar e outras singularidades conforme a sua localização e direção. Estas caraterísticas únicas promovem a ocorrência de diversos fenómenos meteorológicos, tal como a ocorrência de microclimas, duplo arco iris ou de pequenos tornados.

Para a pratica de turismo os Açores, oferecem paisagens únicas e peculiaridades especiais no contexto europeu, desde a montanha mais alta de Portugal (cume do Pico com 2000m) ao território mais recentemente “formado” em Portugal (Capelinhos), vários são os fenómenos naturais inerentes a um território em constante mutação, composto por diversas encostas e arribas mascaradas de um verde intenso. Entre estes preservam-se pequenos lugares e baías inóspitas de uma excentricidade incontornável e que raramente apresentam vestígios de presença humana.

Toda a Região é prolifera desses locais peculiares, que permitem aos seus visitantes serem bracejados e arrebatados pela beleza e força da natureza, no seu estado mais puro e sui generis. É o local perfeito para estar em paz e harmonia com a paisagem circundante, disfrutando do seu tempo com a família e com a realização diversas atividades na natureza.

O seu Oceano, como não poderia deixar de ser também o é, uma fonte de originalidade e com muito por descobrir e desvendar. Contrastando com o que se observa em terra, por baixo da superfície, esconde-se dos nossos olhos uma beleza selvagem sem igual. No coração do Oceano Atlântico irá descobrir um mundo único, puro e natural, vendo terra de outro prisma, com outro olhar.

O seu mar apresenta aguas cristalinas que permitem uma boa visibilidade e com uma temperatura da agua agradável (devido à corrente do Golfo). Devido a essas caraterísticas é muito frequente a visualização de espécies marítimas tropicais em grande numero junto à costa, como também seus predadores (grandes pelágicos).

A existência de um “cluster” de ilhas que formam um triângulo, formação que garante de certo modo, alguma proteção às ondulações predominantemente de norte, havendo parte da costa das ilhas que se encontram protegidas e menos expostas. Permitindo e fomentando a existência de diversas baías, locais inacessíveis por terra e protegidas de condições marítimas adversas. Durante o Verão, tais locais, poderão facilmente serem confundidos como sítios paradisíacos, subjugados e esquecidos pela humanidade.