Pico

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A ilha do Pico é segunda maior ilha dos Açores e aquela onde se situa a montanha mais alta de Portugal. Com 444,9 km2 de área e forma alongada, graças aos seus 46,2 quilómetros de comprimento e 15,8 de largura máxima a sua montanha tem 2 351 m de altura e a ilha é povoada por 14 148 habitantes.É a ilha mais a sul do Grupo Central do Arquipélago dos Açores e um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”, apresentando uma fisionomia e constituição completamente diferente do Faial ou de S. Jorge, enfatizando bem os contrastes exigentes entre ilhas, nomeadamente as que constituem o triângulo.

A ilha emergiu de uma fratura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à ilha do Faial, denominada Fratura Faial-Pico, que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle. As suas principais características geológicas reportam-se ao facto de ser a ilha mais jovem do arquipélago e de possuir apenas vulcanismo de natureza basáltica, durante o seu povoamento ocorreram diversas erupções históricas.

Dominada pelo vulcão da Montanha do Pico que no seu cume apresenta um cone de lava designado de Piquinho com a presença de fumarolas permanentes, que lembram a sua natureza vulcânica. As “perspetivas” que se obtêm do topo da montanha são conhecidas pela sua singularidade e beleza, podendo em um dia de céu aberto e visibilidade boa observar desde do “céu” as ilhas do grupo central (s. Jorge, Faial, Graciosa, Terceira) como o seu consequente “mar”.

Também famosa pela forte tradição da caça à baleia, cujo qual foi substituída pela implementação do famoso serviço marítimo turístico denominada “whale watching”, a montanha nasce do mar e cresce até ultrapassar as nuvens. Em volta encontramos o azul do céu e da água, as manchas verdes das ilhas que a sua altura domina. Pico prima pelas variadas peças artesanais em osso e dente de baleia, bem como pelos chapéus de palha, as flores de escama de peixe e miniaturas em madeira dos botes baleeiros.

É assim o Pico, cone vulcânico que a mão do homem transformou em vinhedos e pomares irrompendo entre a lava negra, encontrando-se um dos maiores tubos lávicos visitáveis do mundo (Gruta das Torres). Na Costa pode se observar e não deixar de admirar as formações originadas pela lava de erupções vulcânica que ocorreram no mar e que se uniram à ilha, e ainda os Arcos do Cachorro, impressionante aglomeração de lavas perfuradas por numerosos túneis e grutas por onde o mar passa em turbilhão.

A sua costa recortada, apresenta diversas arribas e baías serradas sendo que nestas a probabilidade de encontrar praias é diminuta, mas em compensação têm quase sempre piscinas naturais, que convidam a visitar os piquinhos de rocha negra submergidos em águas azuis esculpidos pela força do mar e povoados por diversos organismos subaquáticos, é frequente nessas baías a ocorrência de agradáveis surpresas.